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Castelo é o nome a ser batido no segundo turno em São Luís

A definição do quadro de candidatos pelo PDT, PC do B, PMDB e PTB – quatro dos cinco principais postulantes ao cargo de prefeito em outubro – deram à disputa eleitoral em São Luís uma certeza: o ex-presidente da EMAP (Empresa Maranhense de Administração Portuária), João Castelo (PSDB), é o homem a ser batido.

 
O ex-senador aparece sempre em um patamar acima dos 60% das intenções de votos nas duas principais pesquisas já realizadas até agora. O índice deve cair naturalmente com o avançar da corrida sucessória, mas, mesmo assim, o tucano deve assegurar algo em torno de 35% a 40% dos votos em outubro. Disso, no entanto, ele não passa (nem mesmo num eventual segundo turno).


Já é voz corrente no meio político o fato de que Castelo possui um “teto de votos”. Ou seja, um patamar que ele sempre alcança – devido à fidelidade daqueles que sentiram favorecidos durante a passagem do tucano pelo Governo do Estado – e que nunca ultrapassa. E isso tem se repetido sucessivamente nas últimas eleições das quais ele participou.

Se, por um lado, está em vantagem por sair na frente, o ex-senador corre o sério risco de reeditar eleições anteriores e acentuar um movimento de queda nas pesquisas que o leva ao segundo turno, mas sem chances reais de bater seus principais adversários.

Quem vem atrás

Sabedores dessa peculiaridade do currículo de Castelo, os adversários Clodomir Paz (PDT), Raimundo Cutrim (PMDB), Flávio Dino (PC do B) e Pedro Fernandes (PTB) articulam suas candidaturas com um objetivo em mente: chegar ao segundo turno.


A avaliação desses candidatos é a de que, quem conseguir o feito, já praticamente garante a eleição. “Nós sabemos que ainda aparecemos com poucos pontos nas pesquisas, mas vamos trabalhar para chegar ao segundo turno”, afirmou Clodomir Paz em recente entrevista coletiva, dando o tom de como os adversários devem encarar o pleito.


Dos quatro candidatos, o que aparece melhor nas pesquisas é o ex-secretário de Segurança, com cerca de 12% das intenções de voto. Clodomir e Dino são lembrados por pouco mais de 2% dos eleitores entrevistados até hoje. Pedro Fernandes ainda aparece com traços.


A vantagem porém, é do pedetista. Enquanto a tendência de João Castelo é cair nas pesquisas com a proximidade das eleições, a candidatura de Clodmir Paz tende a evoluir num gráfico crescente. Motivo? O prefeito Tadeu Palácio, principal entusiasta da candidatura do seu ex-secretário e amigo pessoal, não vai medir esforços para reforçá-lo durante a campanha. Sem eufemismos, isso quer dizer apoio irrestrito da máquina administrativa do município.


Aos três restantes, resta apostar na propaganda eleitoral, onde o deputado federal leva vantagem pelo tempo que conseguiu ao firmar coligação com o PT – detentor de sete preciosos minutos. Na TV, ele pode garantir algum crescimento pela força do discurso. Para Cutrim, manter-se acima dos 15% já será uma grande vitória. Algo mais que isso, uma surpresa. Improvável, mas possível. Para Fernandes, resta a esperança de que um fato novo possa favorecer-lhe rumo a uma virada das menos cogitadas.


Dúvidas e conjecturas à parte, uma coisa é certa: quem for para o segundo turno com João Castelo já pode pôr as champanhes no gelo, porque a vitória é certa.

 
GI Portal
 
 
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