São Luís | Maranhão
 
   


João Bentivi
 



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09/10/2005
Metropolizar sem conversa fiada

METROPOLIZAR SEM CONVERSA FIADA

João Melo e Sousa Bentiví *

Nos últimos dias acirraram-se as discussões sobre a metropolização da Grande São Luís e uma parte da imprensa, clara ou veladamente, reverberando discursos de matiz claramente eleitoral, coloca o prefeito de São Luís, senão como vilão, pelo menos como entrave do processo.

Os encontros ditos de trabalho capitaneados pelo prefeito de São José de Ribamar não deixam dúvida, na ótica dos prefeitos que se reúnem e de grandes setores da imprensa, os prefeitos da ilha estão divididos em dois grupos: responsáveis e irresponsáveis com a metropolização.

Pela relevância do assunto, essa matéria pretende ser, além de partidariamente imparcial, também um início de leitura do problema e, quem sabe, acrescentar elementos novos à discussão, desejando que possíveis críticas sejam, também, eminentemente impessoais.

Tenho dito que a criação da cidade foi um dos momentos mais brilhantes da mente humana. A cidade, esse elemento vivo, febril, pujante facilitou a convivência humana e resolução de problemas que pareciam insolúveis. Mas outros problemas apareceram e alguns deles deixaram de se circunscrever aos limites territoriais da urbi e adentraram em outros. Por serem comuns e escaparem das soluções isoladas, a mesma mente humana que criou a cidade, também criou a metropolização. É fenômeno mundial.

No Brasil, o fenômeno se iniciou nos anos 50, quando as nove cidades mais populosas – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Recife, Curitiba, Porto Alegre e Belém – possuíam 18% da população brasileira, em 1970, 25%, em 95, 31% e hoje, com certeza, esses grandes conglomerados urbanos chegam a 1/3 da população brasileira.

A primeira região metropolitana foi o Rio de Janeiro, criada pela Lei Complementar Federal 14, de 08/07/73. Agora temos legalmente 26 regiões metropolitanas e 413 municípios metropolitanos. Em todos esses, os problemas são mais ou menos os mesmos: solo urbano, segurança, limpeza, transporte, habitação, educação, saúde, lazer e conurbação. O novo ordenamento jurídico brasileiro recepcionou a metropolização.

No Maranhão, a idéia de metropolização se iniciou com a aprovação da Nova Carta Constitucional do Estado, em 1989, regulamentada em 1997, sendo essa regulamentação modificada em 2003, salvo engano, com a introdução de Alcântara no conglomerado da Grande São Luís, constituída, assim, pelos municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa e Alcântara.

Mas não saiu do papel. Por quê? As razões extrapolam laudas, destacando-se falta de vontade política, desconhecimento, apatia da sociedade, desconfiança e, sobretudo, o medo dos gestores municipais de perderem poder com a metropolização. Em resumo, se a sociedade não se mobiliza, os vereadores não se motivam e os prefeitos não desejam, é impossível qualquer processo de metropolização.

De repente o assunto metropolização ganhou letras e importância e o noticiário, culposa ou dolosamente, tentou mostrar as seguintes verdades: a) a liderança do processo estava com o prefeito de São José de Ribamar, Luiz Fernando; b) o prefeito de São Luís, João Castelo era, pelo menos, pouco interessado; c) que a região metropolitana seria muito maior que a previsão legal e englobaria, além dos citados, os municípios do Munin, os da BR 135 e os do Vale do Mearim e baixada do Maranhão, em resumo, mais de 1/3 do estado. Cada ponto merece uma análise.

Como a metropolização da Grande São Luís não passa ainda de uma carta de intenções trazer Rosário, Bacabeiras e Santa Rita, por exemplo, nesse estágio que é, no máximo preliminar, determina, no melhor dos raciocínios, açodamento e em outra perspectiva, ação espuriamente eleitoreira, para não ser mais duro.                

O prefeito de São José de Ribamar, Luiz Fernando Silva é uma das figuras promissoras da política do Maranhão: jovem, inteligente e trabalhador e provável vice, em hipotética chapa governamental. Goza de minha admiração pessoal e familiar. Entretanto a sua inteligência deveria alertá-lo de que com o peso específico que tem, São Luís nunca estará a reboque do processo. As articulações do prefeito Luiz Fernando com os municípios da Bacia do Munin, por exemplo, mesmo que não seja essa a razão, parecem simples e pura provocação. Luiz Fernando poderá convencer até Imperatriz, mas sem a participação do município de São Luís, a metropolização da ilha jamais prosperará. Um fato, porém, é salutar: o prefeito João Castelo é entusiasta da metropolização.

Entretanto um grande passo poderá ser dado. É a oportunidade de se sair da teoria, da verbalização e do discurso para a prática, eficiência e efetividade. Basta querer! Vejamos.

Um dos entraves que sofre São Luís é o IBGE. Desde 1989, eu, Nonato Cassas, Evandro Bessa, Murilo Freitas, Murilo Félix, Basileu, Jayron Guimarães, finado Altair Rosas, entre outros, encabeçamos um movimento que visava provar ter São Luís um milhão de habitantes. Àquele tempo era uma desconfiança, vinte anos depois é um disparate e uma agressão desse incompetente IBGE, quando diz que só temos 997.000 mil pessoas.

Assim, por não se comprovar o quantum de um milhão de ludovicenses, São Luís é punida de maneira inclemente por não receber os recursos compatíveis com sua população real. Creio que esse fato pode ser o ponto inicial para se demonstrar claramente que metropolização não é falácia, discurso mal intencionado ou coisa similar. Vamos esclarecer.

Os quatro municípios de São Luís convivem com o fenômeno da conurbação: as cidades crescem além dos seus limites ou absorvem conglomerados de outros municípios limítrofes. As entidades públicas que deveriam ter resolvido esse problema – Governo do Estado, Assembléia Legislativa, prefeitos municipais, Câmaras, sociedade organizada e o IBGE, por desídia ou qualquer outro argumento nada fizeram de efetivo. A Assembléia Legislativa do Maranhão foi desmoralizada, ano passado, pelo chefe do IBGE, seu Guedelha, que fez pouco caso, não compareceu a nenhuma convocação e ficou tudo pelo dito não dito.

Abre-se, agora, uma oportunidade de ouro! É a hora de se respeitar o povo! É hora de se restabelecer a verdade, que o funesto IBGE solapa! É hora do Governo do Estado mostrar que respeita São Luís! É hora dos vereadores mostrarem a tão esquecida cara de defensores do povo! É hora dos prefeitos da ilha, que estão tão preocupados com Rosário e Bacabeiras se preocuparem com São Luís, enfim, é hora do prefeito Luiz Fernando, ludovicense de nascimento, mostrar que seu interesse por metropolização não é falacioso, vil e eleitoreiro, mas justo, sério e honesto.

Assim, basta que a Assembléia escolha uma só questão de conurbação, entre dezenas existentes, fixe os limites de maneira absolutamente legal, de forma que se acrescente 3.000 pessoas a São Luís e teríamos o tão sonhado milhão.

O fundo especial poderia ser o primeiro grande aporte de recurso para a metropolização, os prefeitos da ilha, principalmente o senhor Luiz Fernando comprovariam indelevelmente que o discurso da metropolização não era mal intencionado e, de cara, teríamos dado o primeiro grande passo de integração que essa Grande São Luís, que todos nós amamos, tanto necessita.

·        Medico, jornalista, advogado, cronista, músico e poeta.

 
Amarildo - Meu caro Pássaro, na verdade não é o prefeito de Ribamar que tem excluído São Luís das discussões. É o próprio Castelo que tem feito isso desde a campanha eleitoral. Lembras que ele não participou de nenhum debate sobre o tema no ano passado? Tu conhces o Castelo, mais do que quelquer um de nós e sabe que o problema dele é não admite que ninguém apareça mais do que ele em qualquer ação. O prefeito está fazendo correto ao mobilizar os outros prefeitos em prol do tema para ver se o Castelo se toca e não fique com nhem-nhem-nhem dizendo que o tema é um palanque político

Pedro do Maiobão - Bentivi, é clara a defesa que você faz do prefeito João Castelo, o que, na minha opinião, está totalmente equivocado. Afinal, o prefeito tucano está se omitindo de discutir o assunto. Sugiro que você e Castelo participem, a partir de agora, desta importante discussão.

Ana - Quer dizer que o Bentivi tá agora cantando no “pomar” do Castelo?

José Sousa Júnior - Gostaria de perguntar ao nobre pássaro: o que tem a ver metropolização com tamanho da população? Nobre pássaro, não perca tempo escrevendo baboseiras.

Oseas - Bentivi, tu devia te aprofundar mais no assunto, estudar mesmo, pra não falar bobagens sobre a metropolização.

Sua mais nova amiga - concordo com tudo...pois vc é de tamanha inteligencia...queria que fosse vc o nosso governador...bjs de sua amiga C......

Sheldon Brasil - Gostaria de um e-mail seu para encaminhar informações de seu interesse.

 
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