São Luís | Maranhão
 
   


João Bentivi
 



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01/04/2009
Abrindo Caixas Podres

       Mesmo sendo um dever constitucional, a transparência da administração pública não é, infelizmente, a regra. É exceção. A doença da não transparência acomete, indistintamente, o executivo, legislativo e judiciário.

De todos, o judiciário é o poder mais fechado e por múltiplos motivos. O cargo de juiz, por suas peculiaridades e proteções constitucionais, os afasta do padrão dos simples mortais e eles mesmos absorvem essa deformação em suas atitudes e, pior ainda, muitas vezes, no seu caráter.

No meio dos advogados é comum o jargão de que a diferença entre juiz e desembargador é simples: “o juiz pensa que é Deus e o desembargador tem certeza”. O terrível é que essa assertiva nasceu das dificuldades diárias dos operadores do direito.

No sistema de tripartição dos poderes, cada poder é limitado, igualitário e harmônico com os outros. E mais, cada poder é uma barreira para que o outro não se desvirtue ou se hipertrofie. Nas democracias, o poder que deveria ser o mais transparente deveria ser o poder legislativo. É esse, mais que qualquer outro, quem fala e fiscaliza em nome do povo.

Contudo frise-se que a transparência deveria ser qualidade inseparável de qualquer poder, porém é forçoso reconhecer que os meios de comunicação são mais destemidos em encontrar mazelas no legislativo, que no executivo e judiciário. Aquele, talvez, por dispor da chave do cofre e esse, por ser temido, principalmente por quem tem contas a saldar com a justiça.

Nesse momento é conveniente perguntar: o Congresso Brasileiro, em que algumas centenas de parlamentares têm contas a ajustar com a justiça, teria condições éticas, morais e reais de fiscalizar os outros poderes? O judiciário não seria extremamente permissivo, condescendente e lento com os desvios do legislativo e executivo?

E o que se diria do governo Lula, em que as denúncias de corrupção e outros desatinos chamuscaram desde o mega José Dirceu ao agora super empresário Lulinha, passando por peixes de menor quilate? Teria o Lula qualidade ética e moral de questionar qualquer outro poder?

No passado aconteceu fato similar. A queda do governo Collor não se deu por ser mais ou menos corrupto. Simplesmente o esquema PC Farias construiu uma poderosa rede de interesses contrariados. Foram esses interesses contrariados o maior combustível para o impeachment de Collor. Collor caiu! Parodiando o comercial de televisão, a corrupção continuou a mesma ou piorou, o que é o pior!

Hoje há um exemplo sinalagmático: a guerra atual, no senado, entre a turba de José Sarney e do Tião Viana. A primeira conclusão é óbvia e não deixa dúvidas: o senado é um poder podre! O problema é que só se descobre um pouco de sua fedentina, quando os seus atores resolvem disputar posições e benesses. Quem ainda não se lembra do pugilato entre Jader barbalho e o falecido Antonio Carlos Magalhães?

Lembra, rigorosamente, as disputas de quadrilhas nos morros cariocas. Enquanto as quadrilhas estão conformadas com seus negócios, tudo vai de bem a melhor e não há nada para reclamações. A guerra eclode no momento em que uma tenta prejudicar a outra.

Nenhuma das denúncias teve origem meritória, decorrente da seriedade. Afinal, todos os 81 senadores sabiam muito bem dessas falcatruas, incluindo Pedro Simon e Suplicy, considerados ícones da ética, e nenhum deles disseram patavina sequer!

Ainda que queira nos enganar, esse Senado não nos engana: continua a mesma coisa! Anos e anos e nós, contribuintes, pagávamos altíssimos salários para centenas diretores, celular para alhos e bugalhos, mansões paradisíacas para funcionários, hora extra para vagabundos, assessorias para concubinas e assemelhados, enfim, um oceano de desatinos com o nosso dinheiro, repito. Só para não esquecer, a Câmara dos Deputados não fica por baixo. É páreo duro!

Caso não tivesse ocorrido a briga intestina destes quadrilhóides, será que esses fatos viriam à tona? Nunca!

De repente, leio que há uma proposta de armistício! Os dois grupos desejam conversar, se já não conversaram. Um inocente brasileiro qualquer, desses milhões que pululam por aí, repetirá o discurso anacrônico dos espertalhões, porém eficaz com o corrupto: é preciso pensar na governabilidade!

Uma pena! Essa molecagem é suprapartidária, vale para Lula e valia para FHC. Governabilidade, no caso brasileiro, inclusive no discurso-denúncia do Jarbas Vasconcelos, rima com o que de pior pode acontecer: acordos espúrios de interesses subalternos, para o bem de uns poucos e prejuízos de todos nós.

De novo, uma pena! Que país é esse que, para se ter um pouco de transparência, precisamos pedir a Deus para que haja desentendimento entre quadrilhas?

Frase antiga, mas apropriada: que país é esse?

 
Lourival Bogéa - ... e nenhum deles DISSERAM patavina sequer... Você precisa voltar a estudar com Zefinha. Aliás, em que mesmo que você é formado? Em jornalismo? hahahahaha!!!!

Nelly Carvalho Alves - É,não tem jeito.Não consigo deixar de acreditar que nesse país tudo se consegue (ou não)se tivermos alguém da mais elevada máfia.Fico triste,pois,não conheço nenhum mafioso.Ah,pensando melhor,conhecer,até conheço,mas...

João Bentivi - Senhor, Lourival Bogéa: primeiro, agradecer por ser um leitor tão convicto desse blog, a ponto de ver linhas, entrelinhas e concordâncias: sinceros parabéns; Segundo, por alertar-me para ser diligente com a revisão, aliás, esse fato fez-me ficar alegre, pois em centenas de palavras, encontrar um erro é salutar. Ademais, a escrita em blogue não é científica, onde o rigor é regra, e sendo quase coloquial, as falhas podem ocorrer com mais frequência; Terceiro, escrever é como jogador batedor de pênaltes: só erra quem bate. Eu bato! Por último, continue prestigiando o blog e, a propósito, gostaria de saber quem é mesmo o Lourival Bogéa, já que conheço mais de um. De repente, não valeria responder! Acreditarei que vale!

cid luis - bentinho, com tudo isso que se sucede, você aí quieto calado amedrontado. bentinho volta pra ribalta. bentinho tu tens o PRONA, apronta uma. bentinho acho que agora chegou a tua vez, tu vai reunir as oposições só tu pode detonar Rosegrana, cérebro de ameba. Bento I, quero tua risada mais gostosa vitoriosa por não ter vergonha de aprender como se goza.

 
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