São Luís | Maranhão
 
   


João Bentivi
 



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22/01/2009
Vendilhões da Justiça

No final do ano passado, fiz um artigo intitulado VENDILHÕES DA FÉ, tratando de uma turma que, em nome de Deus, e a Bíblia na mão, faz coisa de que o capeta duvida. Procurei outro título, mas não encontrei e fica VENDILHÕES DA JUSTIÇA para a matéria de agora, que tratará de uma turma poderosa e, quem sabe, numerosa, que, com a força da toga e conivência de todos, faz a sociedade cada vez mais injusta.

Os exemplos ruins não caberiam em uma Delta Larousse. Ater-me-ei a dois!

O estado do Espírito Santo é azarado: as diabruras de suas elites ultrapassam ao meu funesto Maranhão. Há pouco, uma investigação da PF flagrou toda a cúpula do judiciário capixaba em ações impróprias.

A sociedade de lá e a desse Brasil imenso absorveu essa notícia como se fosse um fato localizado e nada mais. Aí está o maior problema: com toda cúpula da justiça corrompida, é impossível que a doença corruptiva esteja localizada somente em alguns. Sim, senhores, um desembargador corrupto não se faz da noite para o dia. Teve treinamento em corrupção durante toda uma vida e, obrigatoriamente, tem amigos, alunos, colaboradores e sucedâneos na mesma prática delitiva.

O problema é só no Espírito Santo? Nunca!!! Por esse Brasil afora se multiplicam os maus exemplos e bastaria que a Receita Federal fosse mais diligente, que encontraria não o nó da meada, mas vários novelos, cada qual com um corrupto maior. O sinal mais evidente do corrupto é uma vida incompatível com o seu nível salarial.

Servidor público, do menor barnabé ao presidente, tem salário carimbado. Entretanto, com qualquer lupa que se observa a Justiça, o que vemos é a ostentação absolutamente incompatível com o olerite.

O segundo exemplo vem do meu maltratado Maranhão. Há poucos dias, o decano do TJ maranhense perdeu a calma e o comedimento e, em uma entrevista na Mirante AM, disse o que todos comentavam e ninguém tivera a coragem de denunciar, ou pelo menos se indignar.

O resumo da entrevista é:

a) a Justiça do Maranhão tem juízes corruptos;

b) pelo menos dois membros da corte eleitoral negociavam sentenças de cassação de prefeitos;

c) Em Itapecuru, cidade maranhense, uma das partes adentrou ao Fórum dizendo ao juiz – “devolve o meu dinheiro, ladrão, você recebeu dos dois lados”. Sobre essa cena insólita e irresponsável, contam que o procurador regional eleitoral concordou com o corrupto-enganado e instou ao corrupto-magistrado a devolver o dinheiro, que foi devolvido;

d) Devido a esses fatos, o presidente da Associação Maranhense de Magistrados, em defesa de seus pupilos, em nota oficial, diz que os mesmos corruptos que existem no primeiro grau, também existem no segundo grau, como se esse empate corruptivo fizesse bem a quem quer que seja.

Somente esse relato a tudo explicaria. Não, infelizmente.

A primeira providência da Mirante AM, de propriedade do senador Sarney, foi tirar de todos os veículos a entrevista, que só não ficou perdida no éter, porque alguém teve ousadia e sensibilidade de gravar.

No dia seguinte, ouviu-se um silêncio comprometedor. Um ou outro, como o JP e o Walter Rodrigues (blogue do Colunão) ousaram romper o cerco. Do judiciário maranhense ouviu-se a voz solitária do íntegro juiz José Luis Almeida.

Como entender o porquê desse silêncio? Fácil! A urbe ignara o faz por desconhecimento, até. As elites, nunca! Nenhum comportamento é sem interesses. A corrupção da justiça existe porque beneficia as elites. Não há juiz corrupto por defender causas dos menos favorecidos! A corrupção foi e sempre será acordo de elites, em desfavor das classes trabalhadoras.

Nesse momento, o Maranhão vê a última fase desse filme maldito: afirmam que haverá uma correição e os culpados serão punidos. A vontade de rir, aliás, de chorar, é implacável. É como se nós, povo, fôssemos as galinhas e os togados as raposas. As galinhas jamais escreveriam a história!

 
JORGE DA BELIRA - Prezado Dr. BENTIVI, queira por gentileza nos informar sobre o recurso que o Sr. pretende interpor (ou já interpôs) no STF, contra a decisão discriminatória e prepotente do Ministro EROS GRAU, do TSE ("nem considerei a hipótese", afirmou ele), rejeitando a sua co-participação no processo em que o Grupo Sarney pede a cassação do mandato do Gov. JACKSON LAGO. Em que pé estão as coisas? Grato por sua atenção. (JORGE DA BELIRA).

 
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