São Luís | Maranhão
 
   


José Raimundo
 



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16/04/2011
A Líbia Equinocial

Qualquer correspondente jornalístico incumbido de fazer cobertura dos conflitos na Líbia e que sofresse durante o voo uma “aeromaria”, como a calmaria do Cabral e viesse dar com os costados em São Luís do Maranhão, julgar-se-ia em seu destino. E com muita razão, porque A LÍBIA É AQUÍ!

Logo no desembarque, ao olhar o estado escombroso do aeroporto internacional Hugo Cunha Machado, julgá-lo-ia, com razão, vítima dos bombardeios de puxa sacos, rebeldes ou intrometidos, desses que fomentam guerras – segundo eles – o alcance da paz, de olho no petróleo dos outros.

Deslocando-se a pé ou de táxi pela avenida Guajajáras, teria a nítida impressão de haverem acontecido ali, recentemente, ataques de granada, morteiros e outras belicosidades, tamanha a profusão de crateras no solo.

E se – temeridade das temeridades – enveredasse pelas transversais do bairro São Cristóvão, deparar-se-ia com um cenário pior do que o da atualidade líbia, porque mais idêntico ao das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, após as explosões atômicas da segunda guerra mundial.

E o descaso das autoridades locais é digno dos piores regimes de exceção das ditaduras. Manda quem pode e obedece quem tem ou não tem juízo, que os “deuses do olimpo” não aceitem retruques.
Semanas atrás, o secretário municipal Clodomir Paz foi convidado para audiência pública no plenário da Câmara Municipal, que, como dizem os então candidatos, é a “Casa do Povo”.

Na hora das inquirições, o povo que lotava as galerias e que é prejudicadopela ineficácia administrativa do convidado tentou se manifestar mas foi impedido abruptamente pela presidência da Casa, sob argumentação de que se tratava de uma audiência privada, levando muita gente a se perguntar por que se era “privada”, fora anunciada publicamente e não se efetuara no gabinete presidencial e sim no plenário que, presume-se, seja destinado ao público.

Com a tomada da providencial, para o convidado, atitude, o povo emudeceu como sempre, o secretário respondeu “tecnicamente” as perguntas formuladas pelos legisladores e ficou o seis por meia dúzia.

Convém assinalar, porém, por um dever de justiça, dois fatos mais que relevantes: a Câmara Municipal de São Luís ficará notabilizada por haver feito, pela primeira vez na história dos parlamentos, uma audiência privada em plenário aberto; já o secretário Clodomir Paz será sempre lembrado por estar cumprindo fielmente as promessas, feitas na ocasião, de dobrar os esforços para uma gestão mais proveitosa à frente da Secretaria que dirige: não fazia nada, e agora, nada mais nada.

Dobrou! E não adiantam pedidos das comunidades, reclamações em órgãos de comunicação ou protestos públicos ( estes sempre reprimidos com violência policial) que os ouvidos estão moucos. O legislativo emudece e o Ministério Público precisa “ser provocado”.

Ainda mais?...

 
 
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