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19/03/2011
Os crioulos do samba doido

Na tarde do último dia 14, segunda feira, liguei para a seminovos DUVEL, loja do Centro (2108-3144) para, conforme folheto que recebera em coletivo pela manhã, obter informações a respeito da aquisição de um veículo que, por absoluta necessidade, pretendo adquirir.

Atendeu-me uma vendedora, e, depois das delongas preliminares, perguntei, já temeroso, se poderia efetuar a transação, em viste de já haver ultrapassado (graças a Deus e com muito orgulho) os 65 anos de idade.

Respondeu-me a funcionária que não, que deveria conseguir um avalista e que, caso concretizássemos o negócio, por ocasião do recebimento do veículo, teria de levar, a tiracolo, um filho ou qualquer parente para atestar que a compra obedencera minha atual (e, espero, longa) sanidade mental.

A título de justificativa, citou o caso de um “velho” (se se tratasse de um homo sexual e o chamasse de “bicha” ou “veado”, estaria passivel de punição prevista na lei) que adquirira um carro, e depois, para justificar o atraso nos pagamentos, alegara coação por parte de um familiar seu. Além de doido sem ser, fuí rotulado de possível desonesto, felizemente sem o ser também. Coisas de um país(?) onde o ladrão é honesto, o bandido é mocinho e vice versa!

Fazer o que? Reclamar para quem? Neste lugar de palradores, de códigos de defesa dos erros e errados, de falcatruas e falcatrueiros, quaisquer um que detenha um laivo sequer de correção é tido como abestado e caduco. Os idosos tem que ser punidos por não haverem morrido antes. Por haverem dedicado toda sua vida ao serviço honesto em benefício dos que aí estão, dignos de pena por suas atitudes que nos evergonham e mancham a história da mãe Pátria.

Agora, desesperador mesmo, é perceber que se alguns, por “melhor idade”, segundo a falácia cara da propaganda oficial, não podem adiquirir um simples veículo seminovo, outros, o deuses do olimpo, ungidos pelo poder, alguns arrastando os pés pelos corredores, octogenários, nonagenários e por aí vai, ditam as leis maiores, a que temos, jovens e velhos, que no submeter.

Daí talvez a razão de tanta esculhambação! São coisas impostas por senís enlouquecidos, a levar-se em consideração a prática da revendedora de veículos.

Mas, pensando melhor, acho que sou mesmo louco! Imaginem: não me drogo; sou cristão; não tenho inversões pessoais; não sou pedófilo, traficante ou coisas do gênero; nunca usei os outros como escada para galgar melhorias na vida; voluntariamente nunca prejudiquei ninguém; dizem-me poeta, escritor, trovoador; autor teatral; sei ler e escrever; compositor “imortal” e amigo; em suma: sou louco!...
São Luís está um verdadeiro caos! A propósito: quantos anos tem o Castelo?...

Mas está tudo muito bem: Adriano pode voltar, o crac está em alta, o analfabetismo também, junto com a violência. E a diplomacia brasileira não “ousa” aborrecer o “companheiro” Kadaffi!...

E nós é que babamos na gravata!... Nós, os “velhos” crioulos do samba doido, como diria o saudoso Sergio Pôrto.

Ô Cabral, que mal te fizemos?...

 
 
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