São Luís | Maranhão
 
   


José Raimundo
 



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14/03/2011
Castelo dança e o povo “dança” José Raimundo Gonçalves

Quem assistiu de perto ou nos jornais televisivos o desfile na passarela do samba, certamente percebeu o prefeito Castelo ao lado da gevernadora Roseana, entre abraços protocolares “muy amigos”.

Enquanto isso, a corte castelista, em outros lugares, públicos ou privados, esbaldava-se nos eventos carnavalescos, de bolsos cheios, contas bancárias infladas, tudo à custa do povo que os elegeu. Os secretários municipais, assim como os cargos de confiança comissionados, foram escolhidos pelos eleitos, o que dá no mesmo. Muitos para obedecer, outros para assentir e ninguém para pensar. Manda quem pode, obedece quem tem(?) juízo, eis a regra nesse mundo de obscuridade politiqueira a que nunca pensamos chegar.

Ao mesmo tempo, lá fora, no meio dos eleitores que acreditaram nas propostas castelistas e dos seus, a fome e o desespero imperam. Sao crianças sem pão, idosos sem remédio e pais sem ocupação e sem respostas.

É a miséria imposta por alguns desses secretários sectários, que, no afã de conservarem o caviar imerecido que degustam, expulsaram os ambulantes dos terminais do São Cristóvão e Cohab, como os fascistas à época hitlerista fizeram com os judeus na Alemanha, obedecendo ordens enlouquecidas do austriaco do Diabo.

Não eram os tanques e os veículos da SS ou da Gestapo: eram carros reluzentes, comprados com o dinheiro dos massacrados, com logotipos de uma tal Blitz Urbana, que ainda nao existe de forma oficial, mas que, a exemplo dos bombardeios aéreos alemães sobre Guernica, Catalunha e outras cidades espanholas, ulitizaram-se dos terminais e dos pacatos ambulantes para truculentos exercicios laboratoriais de campanha.

As cobaias foram os eleitores do comandante em chefe, enquanto os fardados da Guarda Municipal apoderaram-se das mercadorias compradas como se fossem espólios de guerra.

Organizados e pacíficos, os ambulantes, que possuem uma Associação devidamente registrada, procuraram os legisladores municipais, como é lícito agir numa democracia.

E, reune daquí, reune de lá, eis que o porta voz de Castelo, vereador José Joaquim, propôs uma trégua, imediatamente aceita, para um encontro entre as partes. Nesta, com a presença do secretário Clodomir Paz e a sintomática ausência de Domingos Brito, nada se resolveu. Foi um jogo de empurra, com o secretário jogando a culpa para o outro, e, por fim, para o Castelo. Casa de mãe Joana ou estratégia de continuidade? Vá saber!...

O que se sabe é que os ambulantes, que não querem prostituir suas mulheres e filhas, tampouco entregarem-se à traficância de drogas, estão no limiar do desespero. Convém lembrar que emprego e renda são obrigações do Executivo.

Mas, o que acreditar num governante que disse, após a vitória, que “comemora com amigos e governa com inimigos”, e que nega descaradamente as promessas feitas?

Só mesmo taca! Mas, para o ano, virão novas eleições!...

E a taca pode mudar de lombo...

 
 
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