São Luís | Maranhão
 
   


João Bentivi
 



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Em nome de Obama
É hora de caldo de galinha
Debates e orgasmos


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30/10/2008
É hora de caldo de galinha

Eleição terminou e ficamos todos com aquela sensação de quarta-feira de cinzas. Espera de novas notícias, da movimentação de derrotados e vencedores e a formatação de novas forças e grupos para a próxima batalha. Em síntese, é o início da eleição de 2010.

Três fatos políticos, porém, movimentaram essa primeira semana: a palavra do candidato eleito, a palavra do candidato derrotado e o embate entre o derrotado e o deputado Roberto Rocha.

O candidato João Castelo cumpriu perfeitamente o script de vencedor. Agradeceu, chamou todos para a concórdia, escorregou inteligentemente nas perguntas mais embaraçosas e, providencialmente, se livrando de pressões e abraços, viajou.

O Candidato Flavio Dino, que fez um primeiro turno irrepreensível, no segundo não encontrou as estribeiras. No pós-eleição perdeu completamente o rumo de casa. Desperdiço a melhor de todas as oportunidades para ficar calado. Falou.

O resumo dos discursos do Flavio Dino pode ser explicitado em uma só palavra: rancor! Desejou, inclusive, que o Castelo fosse um novo Collor. Ora, leitores, um novo Collor em São Luís teria uma vítima somente: o povo de São Luís.

O que nos leva a concluir, pura e simplesmente, que o amor de Flavio Dino por essa cidade é, diferenças a parte, o mesmo amor de Lindeberg por Eloá: se não fores minha, te mato!

Por último, o entrevero com Roberto Rocha. Roberto e Flavio, da mesma geração, representam a fina flor daquilo que se chama juventude gestada para liderar. Bem nascidos, nunca tiveram dificuldades para sobreviver, tampouco o fantasma da pobreza para lhes atazanar. Ambos deputados e ambos com o sonho perceptível de serem, um dia, governador do Maranhão.

Sonho justo e, mais ainda, possível!

Qual a diferença? Muitas podem ser elencadas, mas vou me ater a uma só: estrada percorrida!

O Flavio Dino entrou na política de maneira pouco convencional: de pára-quedas e sem nenhuma emoção: a eleição estava garantida desde a fundação do mundo. O piloto e co-piloto da aeronave não deixavam dúvidas: Coutinho e Tema. O combustível não era problema, havia um posto no Palácio dos Leões. A política era a cópia da sua vida: sem nenhuma contrariedade! Faltava essa esperiência!

O Roberto também não teve nenhuma dificuldade no início de sua trajetória, entretanto, em um determinado momento da sua vida pública, achou de enveredar pelo íngreme caminho da contestação ao sarneisismo. Candidatou-se ao governo e sabe a dor que foi a renúncia, inclusive pela falta de apoio dentro da própria oposição.

Conheceu o sofrimento de ser batido e compreendeu mais ainda o sentido da expressão “aguardar na fila”.

O doutor Flavio Dino não entendeu que na política, como na vida, há filas. Alguns conseguem furá-la, mas não é a regra. É a exceção!

A bem da verdade, o ex-juiz Flavio Dino nunca necessitou de nenhum tipo de fila.

Essa inexperiência explica a posição de beligerância depois do pleito. Explica também uma provável consequência: o doutor Flavio Dino se posta cada vez mais no rabo da fila.

Talvez fosse hora de ouvir o velho conselho dos nossos avós: paciência e caldo de galinha não fazem mal para ninguém!

 
Saade - Caro Dr.Bentivi, a verdade é que no concurso para prefeito o Dino ficou em segundo. Paciência, inteligência e boca fechada até o próximo, se faz necessário. Quanto ao Roberto, conheço o de outros carnavais. Época em que o pai era governador e de alguns encontros esporádicos nos finais de semana na help em copacabana, êta tempinho bom... De lá pra cá, Roberto mudou até sua maneira de ser, como Vassa Senhoria mesma disse, apanhar um pouco faz bem a todos. Crescemos. Ser humilde é bíblico, não se discute. Acredite quem quiser. Att, Saade

Lucas Nunes - Dr Bentivi, foste muito feliz nas suas declarações/exposiçoes, principalmente ao citar o unico sentimento(RANCOR) daquele (Flavio Dino)que deveria se considerar um vencedor nessas eleiçoes, porem o autoritarismo nao o deixou.

 
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