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22/01/2011
As enxurradas da egolatria genocida

Passou na televisão! Os corpos apodrecidos, insepultos, de nauseante odor, empilhados dentro de um furgão frigorífico de transportar peixes, expostos para reconhecimento pelos raros sobreviventes, protagonizaram cenas do pior inferno!

Já em outra área serrana do Rio de Janeiro, semimortos enterrando seus mortos, sob a constante ameaça das aves comedoras de carniças, em voos rasantes e grasnidos aterradores!

Pobre, crédulo, famélico e amaldiçoado pela ignorância esse povo brasileiro! Repasto em vida de rapinantes engravatados, depois da morte ainda o é de corvos e urubus, estes melhores que aqueles, já que no cumprimento instintivo da assepsia, menos danosa que a dessabença tungante da egolatria, tônica desgovernamental dos últimos anos de falácia vermelha.

E, com a maior desfaçatez, como se não tivesse nenhuma culpa no cartório, num “rasgo de generosidade”, o governo da continuidade (ninguém merece!) anuncia suas “medidas de impacto” diante da situação: a antecipação esmoler da “bolsa miséria eleitoral”, liberação de parte do FGTS (dinheiro do trabalhador) para os remanescentes das tragédias, e (palmas, muitas palmas para ela!) a possível aquisição de um equipamento para detectar a possibilidade de catástrofes naturais, cujo inicio de funções dar-se-á, segundo aquele ministro de bigode staliniano, candidato derrotado nas últimas eleições para o governo de São Paulo, “daqui a quatro anos”! Deboche, insensibilidade ou incompetência mesmo?

Nesse ínterim, muita água rolará sob pontes e encostas, levando o restante dos sobreviventes de agora, muitos dos quais, juntamente com seus mortos, votaram nessa gente, para o banquete dos vermes.

Mas, que lhes importa mais quatro anos de catástrofe! Nenhum dos seus (deles) está ou estará entre as vítimas! E, para completar, as verbas que poderiam antecipar soluções já estão destinadas para os estádios de futebol e quadras esportivas, de olho no “patriótico” mister embusteiro de apresentar, para o resto do mundo, apenas a caiação do imenso sepulcro em que nos transformaram, via propaganda bilionária (paga com o nosso) e eficientemente nazista.

Além do mais, o dono do circo quer voltar! E nada como a fanfarra dos banguelas para servir de abre alas nesse carnaval de “barões famintos”, estropiados, coxos e anões, réplica tupiniquim do pátio dos milagres da eminência parda do agreste.

Carlos Chagas, tido como um grande comentarista político, na sexta feira (dia 14) referindo-se às catástrofes, saiu-se com uma cretinice ímpar, ao perguntar, no microfone da Jovem Pan: “com todo respeito, onde andava Deus, na hora da catástrofe?”. Se perguntasse onde estavam os responsáveis por ela, até ele responderia: uns no Guarujá, outros na Europa, todos de férias! E sem dramas de consciência, que ninguém sofre pelo que não tem...

Não só as bruxas existem, como diz o ditado portenho: os diabos também!

- Alguém ainda duvida?...

 
 
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