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10/01/2011
A desigualdade racial

Nossa bisavó era, como todos nos, pertencente à raça humana. Só que de epiderme negra. Era, também, escrava alforriada, e vivia de vender comidas na frente de sua casa, uma porta a janela na Rua da Palha.

E, nesse digno afazer, criou nossa avó, por quem até hoje temos verdadeira veneração, numa pobreza digna e sem laivos de autocomiseração por causa de tez. Os pouquíssimos estudos desta não a levaram, porém, ao muro das lamentações cotidianas atuais, tampouco ao exacerbamento de teses teoricamente tidas e havidas como superioridade interior.

Daí à discriminação, vai um longo caminho que é preciso ser revisto para o colocar da carapuça na cara de quem merece.

É de perguntar-se porque todos os órgãos cuidam da igualdade racial, esta existente desde que o mundo é mundo, tem que ser administrados por irmãos negros. A não ser como homenagem aos primeiros habitantes do mundo, que eram, segundo pesquisadores de epiderme negra.

Agora, como forma compensatória, parece-nos mais auto excluidor que qualquer hipótese discriminatória. É apenas uma questão angular.

Já os acontecimentos da época da escravidão, que se não fossem tão remoídos teriam sido superados em grande parte, devem-se, é verdade, à ambição humana, que é desmedida em qualquer pigmentação. Basta lembrar que os irmãos negros africanos eram vendidos como escravos aos europeus por pessoas de sua cor, ávidos do poder das quinquilharias. Não fora isso, tudo poderia ser dirimido e, a nódoa, mais delibável.

A nós parece que o aceite recente de cotas exceptivas em universidades, concursos, cargos públicos, serviços diplomáticos e embaixadas, é muito mais discriminador, porque intuitivo de presumível desigualdade intelectual. Uma espécie de esmola invisível que ata o beneficiado à bainha da calça – ou da saia - do “beneficiador”. Ou da “beneficiadora”.

A ser assim, como todos somos da raça humana, embora com epidermes diferenciadas, competiria, dentro dos parâmetros da igualdade, que cada grupo viesse a lume para advogar direitos. Principalmente os pobres “nordestinos” do país, sem horizonte, caminho, estudo, saúde ou possibilidades, como as que são oferecidas, graciosamente, aos irmãos negros, em nome de uma eventual discriminação oriunda da época escravagista.

Escravos, continuamos sendo, ao aceitar a perversidade da distribuição de renda, a desigualdade social, as promessas não cumpridas e esse regime faraônico de alguns, sustentado pelo suor e lágrimas de muitos.

Essa é a verdadeira discriminação, colorida por uma publicidade nazi-peronista, paga com o sal dos nossos rostos. E quem se levanta contra ela? Certamente que os agraciados com as tais “cotas”, jamais, porque passarão a compartilhar de tudo.A isso, chama-se egoísmo, pura e simplesmente.

Os capitães do mato eram, via de regra, negros, e pouco lhes importava a chibata no lombo do irmão!

 
sofia helleny - otima materia beijos

 
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