São Luís | Maranhão
 
   


José Raimundo
 



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31/12/2010
O pote e o mel

Seis mil seguranças especializados, com armas de choque e letais, distribuídos em pontos estratégicos! Espaço aéreo da cidade fechado e vigiado, guarnecido por caças de plantão! Atiradores de elite por todos os cantos! Ruas interditadas! Agentes infiltrados e espiões ao longo do trajeto! Forças armadas de prontidão! Só tá faltando o toque de recolher! Tchan -tchan-tchan!...
Calma, minha gente! Calma, companheiros! Não se trata de nenhuma cena de filme americano classe Z, quando o povo, transido de pavor com o que poderia acontecer, esperava a chegada da nave espacial nos arredores do Capitólio, trazendo o séquito de alienígenas de olhos esbugalhados e cabeças disformes. Nada disso: é apenas a posse da “primeira mulher eleita presidente do Brasil” (esse chavão vai encher o saco de todo mundo, no mínimo, por quatro anos). Não, não é uma manobra de guerra! É uma “festa popular”! É uma “comemoração”!...
Bem se é uma festa popular, cadê o povo? Ora, o povo, como bons e obedientes filhinhos do “papai da pátria”, ficará confinado atrás das grades de proteção, quem sabe para não contagiar a “mamãe” que elegeram. Como diz o velho e popular ditado, “muriçoca encheu, voou”!...
Mas todos serão compensados com um episodio no mínimo ridículo, demonstrativo do lugar que ocuparão os vulgos no reinado que se aproxima: algumas mulheres, escolhidas certamente a dedo, terão a honra de correr ao lado do carro monarcal, e ungirem-se com os respingos sagrados do suor canonizador!
Esse fato, por mais que quiséssemos impedir, levou-nos, comovidos, às reminiscências infantis no bairro do Matadouro, quando nos divertíamos vendo os vira latas correrem atrás do pneus dos raros carros que passavam, na ânsia de mordê-los. Nada a ver, porém, com as coisas de agora. É só fantasia de sentimental!
E ainda tem intelectual que acha humilhante e descabido o beija-mão cotidiano imposto aos vassalos pela realeza do absolutismo francês ou pela ditatura aboçalada caribenha e africana. Estranhável é que alguns desses críticos estejam fazendo parte do cortejo, até beijando a fimbria do manto real.
Mas, no meio de tudo isso, há um consolo, que vem da leitura de uma historieta infanto-juvenil: o urso quebrou o pote, derramou o mel, lambuzou-se nele até a exaustão, e vai ter que vazar do livro! Custou muito! Dizem que só nos últimos trinta dias, um bilhão de moedas, tiradas do outros, certamente, que urso de história não tem bolso nem roupa. Só muita fome e muita conversa. Na linguagem deles!
Mas como é fim de ano, Boas Festas pra todos. Mas, pra todos quem? Pra eles! E pra nós? Ora, pra nós: PT, saudações!...
Que mais podem querer os Pobres Tolos?... Um ano novo com histórias velhas?
- Já ganharam!...
 
Eurico - E a Ratasana toma posse na madrugada.

 
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