São Luís | Maranhão
 
   


José Raimundo
 



Já estamos no novo site
Os arremessos fecais da plebe
A Líbia Equinocial
Os pecadilhos de "Santo Alencar"
Os batráquios e o bípede
Os crioulos do samba doido
A grande patuscada carnavalesca
Castelo dança e o povo “dança” José Raimundo Gonçalves
Brasil 51: o país da cachaça
Castelo: o saudosista da Ditadura
Senil ou incapaz?
As enxurradas da egolatria genocida
A lavagem do futebol geriátrico
A desigualdade racial
O pote e o mel
Entre “paulistas” e “nordestinos”
Olé Mazembe!
José de Ribamar Sousa do Reis
Aérea Dilma
A isonomia churda


Páginas: 1  2  3  >>  >>|

  Resultados: 1 a 20 de 96 Páginas

19/12/2010
Entre “paulistas” e “nordestinos”

Adepto e cultor fervoroso do “dividir para governar” maquiavélico, o governo que ainda aí está, felizmente nos estertores do posfácio, cunhou, nas mentes despreparadas e nas barrigas famintas, a divisão dos brasileiros entre “paulistas” – estes os industriais ou grandes empresários, independentemente de situação geográfica – e “nordestinos”, aqui representados pela grande massa populacional do país, de paupérrimos, sem horizonte, capacitação ou destino, presa fácil dos bolsa-família, a mais perversas criação eleitoreira que o mundo pode ter presenciado: a miséria de muitos pelo poder de poucos!

E nesse afã cruel, embalado por uma campanha de propaganda bilionária que o próprio Goebbels assinaria com louvor, mitificou-se o “paulista” como senhor do engenho e o “nordestino” como escravo de todos os troncos e senzalas. Pior, é que muitos acreditaram e ainda acreditam!

Mas, vamos a alguns fatos: antes da proclamação da República, há muitos anos portanto, a região nordestina é tida como apropriada apenas para latifúndios, explorados, a ferro e fogo, pelos proprietários rurais. E, a maior parte desses senhores, de há muito, é nordestina!

Com o advento das eleições para cargos políticos, ou seja, para tudo ter sem nada fazer, os proprietários compreenderam seu poder de fogo, já que tinham à sua disposição, como em tempos medievos, os foreiros camponeses, analfabetos e semiescravos.

Portanto a faca e o queijo! Bastar lhes-ia “entrar para a política”, como se falava então, para criar dinastias no nordeste.

Dito e feito! As dinastias se sucedem, com representantes nordestinos no poder, que, insuflados pelo ócio dourado, insistem na miséria dos outros como forma de eternizarem-se no poder, que passa de geração para geração.

E o poder maior, de olho nos votos de cabresto, acaricia-lhes a ambição desmedida com recursos mais pessoais que coletivos, enquanto estrangula a educação, a saúde e até a vida, desatento voluntario dos males crônicos como as secas e as inundações, que legalizam o aporte de recursos bilionários, cujos destinos ninguém sabe, ninguém vê. Sabe-se, apenas, que tudo continua como sempre!

E os governantes desses estados nordestinos, são “paulistas”, por acaso? Não, são gente daqui mesmo! Só que não são “nordestinos”!

E alguém já viu um navio negreiro “paulista” fundeado em nossas águas, à cata de “nordestinos” para leva-los aos seus pagos? Nunca!

Mas todos os dias os “paulistas” recebem paus de arara com levas de “nordestinos” desembarcando por lá, na busca de emprego, comida e melhoria de vida, o que, justo é se diga, muitos conseguem.
Como nordestinos que somos, cabe-nos perguntar: culpa de quem? De lá ou de cá?

E, se os de cá conseguem, via de regra, apenas empregos modestos, é que ninguém, de bom senso, colocará em cargos de mando, pessoas despreparadas para tal, embora situações recentes desmintam essa teoria.

Mas isso é “coisa de nordestinos”!...

 
Jair - Por isso Mundico é que eu me considero nortista. O nordestino teve um nó no destino. Quando estive em São Paulo fui muito bem tratado, ou povo educado, que service de exemplo pro resto do país.

julieta - Essas disparidades são presentes em todo o País. E para camuflar isso, muitos sustentam essas fantasias anacrônicas de que a miséria do nossso Brasil esteja segmentada entre Norte e Sul. Nessas eleiçoes, essa ideia fez parte de diversas campanhas nas quais se atribuia culpa de nossas mazelas nacionais, ora a sulistas, ora a paulistas. E assim,desviando-nos do cerne real daquilo que segrega o País em ricos,pobres e miseráveis, que ,ao meu ver, são esses esquemas de corrupção que nos arrasam enquanto brasileiros. Mundico,parabéns pela crítica.Abraço.

Helcio Silva - Poeta,gostei!... Você é bom.Sempre leio, aqui em Curitiba, o Portal G1... Gosto muito... Um abraço do amigo, Helcio Silva.

 
Páginas:
Resultados: 1 to 3 de 3