São Luís | Maranhão
 
   


José Raimundo
 



Já estamos no novo site
Os arremessos fecais da plebe
A Líbia Equinocial
Os pecadilhos de "Santo Alencar"
Os batráquios e o bípede
Os crioulos do samba doido
A grande patuscada carnavalesca
Castelo dança e o povo “dança” José Raimundo Gonçalves
Brasil 51: o país da cachaça
Castelo: o saudosista da Ditadura
Senil ou incapaz?
As enxurradas da egolatria genocida
A lavagem do futebol geriátrico
A desigualdade racial
O pote e o mel
Entre “paulistas” e “nordestinos”
Olé Mazembe!
José de Ribamar Sousa do Reis
Aérea Dilma
A isonomia churda


Páginas: 1  2  3  >>  >>|

  Resultados: 1 a 20 de 96 Páginas

17/12/2010
Olé Mazembe!

A convincente derrota do Internacional do Brasil para o time do Mazenbe da República congolêsa, retrata bem a situação atual do nosso futebol (até tú, ó penta!) e demonstra que estamos vivendo uma fase – há muito tempo – de boi de Laurentino: do passado!

E o boi de Laurentino, famosa brincadeira popular sediada no bairro da Fé em Deus, sobrevive até hoje, a duras penas, pela teimosia abençoada de alguns, principalmente da dona Teresinha Jansen, pranteada amiga, que o carregou nas costas, ao longo de muitos anos.

Já o nosso futebol, outrora glorioso cenário para garrinchas e pelés, zizinhos e didis, gersons, zicos e rivelinos, agora transformou-se em trágico e melancólico coadjuvante de escândalos e transações milionárias de água e sabão abundantes, embora a roupa continue mais suja que ao ser enviada para as lavanderias.

Enquanto isso, os mandatários da Confederação eternizam-se nos cargos, mais de políticos que de esportistas, sem que saibamos ao certo quem lá os penduricalha. Dizem ser os presidentes de federação estaduais!

Mas, afinal, quem são esses senhores? Que poder detêm para mumificar no poder essas outras figuras? E que Confederação é essa, que manipula bilhões e não presta contas a ninguém? Porque o Congresso não aprova nenhuma CPI para fiscalizá-la? Quem souber e puder que responda o que muitos sabem, mas não podem ou não querem responder.

E o sentimento do povo, onde fica? Desse mesmo povo que deixa de comer para pagar ingressos – caros – dos jogos?

Desse povo que tem de se contentar com os refugos europeus a títulos de ídolos? E refugos com salários milionários, pagos por empresas que recebem, de uma forma ou de outra, com ganhos, seus investimentos, que ninguém dá ponto sem nó.

Como justificar salários de milhões para um Ronaldo ex-fenômeno, que jogou nove partidas num campeonato? E Roberto Carlos, da avenida lateral esquerda do time do quase ex-já vai tarde?

Mas o povo, esse mesmo povo que reverencia Adriano, mais pelas incursões de pirotécnica aos morros, Bruno, pela crueldade craqueira, que pelo futebol que lhes fizeram crer que tinham, baba-se de gôzo ante as tropelias dos ditos, e de outros anti-heróis, que para isso é que inventaram os “nordestinos” do país: para louvar as mediocridades, principalmente as doiradas com o lusco-fusco das telinhas, como cacos de vidro na sarjeta, refletindo a luz do sol, porém inquilinos da lama.

Felizmente, Pelé, vossa majestade, príncipe, rei e imperador do verdadeiro futebol, não há de caber nessa história, como jogador e como cidadão! Você, Pelé, é o sol que ilumina as estrelas! Os outros, nem vagalumes conseguem ser!

Daí a escuridão...

 
 
Páginas:
Resultados: 1 to 0 de 0