São Luís | Maranhão
 
   


José Raimundo
 



Já estamos no novo site
Os arremessos fecais da plebe
A Líbia Equinocial
Os pecadilhos de "Santo Alencar"
Os batráquios e o bípede
Os crioulos do samba doido
A grande patuscada carnavalesca
Castelo dança e o povo “dança” José Raimundo Gonçalves
Brasil 51: o país da cachaça
Castelo: o saudosista da Ditadura
Senil ou incapaz?
As enxurradas da egolatria genocida
A lavagem do futebol geriátrico
A desigualdade racial
O pote e o mel
Entre “paulistas” e “nordestinos”
Olé Mazembe!
José de Ribamar Sousa do Reis
Aérea Dilma
A isonomia churda


Páginas: 1  2  3  >>  >>|

  Resultados: 1 a 20 de 96 Páginas

27/11/2010
A isonomia churda

Um dos nossos singulares amigos, desses cuja amizade é galardão para todas as vidas, ligou-nos, recentemente, do Rio de Janeiro, onde reside há quase meio século, angustiado com a situação calamitosa, de guerra civil entre a polícia e os bandidos, com helicópteros em vôos rasantes sobre a cidade, guerrilhas urbanas na orla copacabanesca, e, o que é pior, mortes de inocentes, vitimas de balas perdidas desferidas dos dois lados. Pobre gente carioca!

E, para completar, arrematou com grande preocupação: “toma cuidado! Os bandidos daqui estão se transferindo para aí!”. É muito caiporismo! Será que os daqui já não nos bastam?

E lá nos pusemos a colocar as barbas de molho, e a concluir, envergonhados de nós mesmos, que, apesar de “nordestinos”, fazemos parte dessa brasilidade vermelha, embora a contragosto, e com ela estamos descendo ladeira abaixo.

Mas o que poderíamos esperar, quando o quase ex (Deus o celerize!) promoveu esse tal “desarmamento”, com a anuência hipnoticamente diabólica de quase todos? Quando o plano não se fez acompanhar de uma fiscalização na venda e no contrabando de armas, via fronteiras aplainadas, enquanto as BR`s de escoamento da produção são as campeãs em acidentes por falta de manutenção? Nada, a não ser o que está acontecendo e acontecerá.

Enquanto o povo morre nos morros e nas favelas, os bacanas, responsáveis pela catástrofe, estão empenhados na divisão de cargos e no aumento dos próprios salários. E todo mundo de boca arrolhada, uns por convivência, outros por conveniência, o que dá no mesmo. Que sanchos panças desprezíveis!

Ainda por cima, fazendo côro com esses bajuojos – quem diria! – a imprensa acangalhada, cuja incumbência agora é aspirar as excretações da “presa e dente” (adjetivação do colunista Zé buzão, do Jornal Extra) da mesma forma como assoalharam, com os próprios lenços, os perdigotos do que se vai. E que já vai tarde!

Mas segundo a logica dos bandidos, em bandidagem quaisquer falta de retrucação legal é direito de todos, já que o exemplo vem de cima. Nada, até hoje, aconteceu com os mensaleiros, com os aloprados, com os senguessugas ou com os patetas, embora a flagrância dos delitos. Daí...

E, embora queiramos, não podemos lhes tirar a razão: a isonomia é um direito de quem vive num regime de pressuposta democracia. E velhacões, quer de alpercatas de rabicho, riúna e bacamarte, quer de vestimentas de grifes europeias, todos se nivelam quando comungam das mesmas celebrações satânicas. Que vergonha! Ou melhor, que falta dela!...

Pior para nós, que vivemos numa ilha: se ficar o bicho pega: se fugir tubarão come!...

É rezar e esperar...

 
 
Páginas:
Resultados: 1 to 0 de 0