São Luís | Maranhão
 
   


Rozalvo Barros
 

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Amor eterno: Ana Amélia e Gonçalves Dias
Como vencer os desafios e obter sucesso?
Ser bom não é ser ingênuo
Como evitar que os nossos filhos se tornem imaturos?
Como fortalecer o ideal dos nossos filhos
Madrugada chuvosa
Aproveite a vida com sabedoria e maturidade
Como alcançar a felicidade?
A semente da Vida
O segredo para se viver muito
A mensagem de Nossa Senhora
A importância de uma palavra amiga
Uma época marcada pelo stress
Prudência na hora de dirigir
Como administrar os conflitos?
A importância do ideal
Sejamos sempre românticos
Não há como mudar as pessoas; cada uma tem o seu próprio tempo
Nunca deixe para amanhã o que você poderá fazer hoje
Uma análise madura, serena e responsável sobre o prazer

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18/12/2010
Amor eterno: Ana Amélia e Gonçalves Dias

Amor eterno: Ana Amélia e Gonçalves Dias. São Luís. Início do século XX. 1904. 40 anos antes morria Gonçalves Dias. A cidade em festa para prestar uma homenagem à memória do poeta. A poesia estava em cada canto da cidade iluminada por versos amorosos e românticos.

 

À noite, o Teatro Arthur Azevedo abria suas portas. Uma multidão estava sendo aguardada para assistir as homenagens ao poeta. Sete da noite. Um ambiente nostálgico contagiava a todos. Declamações, recitais, apresentações faziam parte da festa.

 

Uma senhora anônima, aos 73 anos, chega à comemoração. Dirige-se discretamente a uma frisa. Ninguém percebe a sua presença. Tudo estava caminhando dentro do previsto. Eis que surge um fato que tiraria dela a tranqüilidade e revelaria um segredo.  

 

O grande Antônio Lobo é chamado ao palco do Teatro Arthur Azevedo. Recebe as primeiras palmas. Respira fundo. O público presente ao teatro faz uma pausa. O que poderia acontecer? Todos sabiam também de sua grande capacidade de declamação. Mas, ele iria também ficar na história. O imortal Antônio Lobo, nesse dia, conseguiria superar a sua própria genialidade.  

 

Quando Antônio Lobo começou a falar... Não se estava mais na Terra. Era o Céu que se encontrava, por alguns minutos, na Terra. Tal o momento de grande espiritualidade, de transcendência, de comoção, de amor, ou seja, de total revelação. A emoção dominava completamente o ambiente. Não se ouvia outra voz a não a ser a dele. Era um momento maravilhoso em que a poesia se misturava com a própria existência.

 

De repente, um choro abafado e contido começou a ser ouvido durante a declamação de Antônio Lobo. Todos se perguntaram: o que aconteceu? A multidão procurou logo descobrir de onde estava vindo o choro. E logo descobriu.

 

Era Ana Amélia Ferreira do Vale, Musa Inspiradora de Gonçalves Dias. Ela não se conteve, quando Antônio Lobo começou a declamar “Ainda Uma Vez – Adeus” de Gonçalves Dias.  Depois da crise de choro, ela cobriu logo o rosto. Eu, que adoro essa ligação entre Ana Amélia e Gonçalves Dias, me pergunto: O que teria passado pela cabeça dela naquele dia? Talvez a lembrança daquele amor frustrado e romântico, mas que o tempo não apagou, nâo é mesmo?

 

Afinal, 40 anos depois da morte de Gonçalves Dias, Ana Amélia revelou que não havia esquecido o poeta, apesar de não ter demonstrado seu amor por ele no passado, naquele encontro casual com Gonçalves Dias, em Lisboa. Naquele encontro, ela o rejeitou. A declamação de “Ainda Uma Vez – Adeus” atingiu profundamente o seu coração. O amor adormecido pelo poeta foi exteriorizado pelo impacto da declamação. E o público percebeu o que se passava no íntimo de Ana Amélia. Era o amor em plenitude...

 

Há alguns anos, eu tive o privilégio de entrevistar o saudoso escritor e amigo, Mário Meirelles, no meu quadro de Literatura. Sempre me interessei pela bela história de amor entre Ana Amélia e Gonçalves Dias. No seu livro “Gonçalves Dias e Ana Amélia”, percebe-se que Ana Amélia, após ser rejeitada pelo poeta, casou-se por vingança e ciúme com o comerciante Domingos da Silva Porto. 

 

Dona Lourença, mãe de Ana Amélia, não aceitou também o casamento pelos mesmos motivos que recusara o pedido de Gonçalves Dias. Resultado: a família perseguiu o comerciante que acabou falindo. Ela foi deserdada e partiu com o marido rumo a Portugal. Tiveram um filho. O marido morreu e depois ela se casou com Vitor Godinho. Moraram no Rio de Janeiro. Desse casamento, nasceu um filho. 

 

Ana Amélia revelou em público, ao seu modo, no Teatro Arthur Azevedo, que seu amor pelo poeta Gonçalves Dias era eterno... Apenas deixaram de unir fisicamente suas almas, enriquecendo dessa forma as páginas literárias, movidas pelo conflito duradouro da paixão...

 

Ana Amélia e Gonçalves Dias permanecem juntos... As páginas românticas escritas pelo casal apaixonado, no Largo dos Amores, no século XIX, ganham a imortalidade porque o amor sempre vive e prevalece, ainda que o destino separe os enamorados... Uma bela história de amor que ficará para SEMPRE. Ana Amélia e Gonçalves Dias...

 

Escrito por Rozalvo Barros Júnior

São Luís, dezembro, 2010

(Leia também, por gentileza, se tiver um tempinho os meus posts anteriores, nos arquivos 1, 2, 3, 4 e 5 ao lado. Muito obrigado.)

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16/12/2010
Como vencer os desafios e obter sucesso?

Como vencer os desafios e obter sucesso? Um avião com os modernos equipamentos atualmente faz de tudo para evitar atravessar as tempestades; contorna-as. Assim poderemos agir com a cabeça fria ao reduzirmos uma situação complexa para um aspecto mais simples. Não é fácil. Mas o que é fácil nesta vida de aprendizado e de reflexão? Quem entra no furacão pode não ter saída. Ao se observar o furacão de longe, há uma grande chance de evitá-lo e até minimizá-lo. Mesmo dentro de um furacão, o conhecimento e a praticidade podem fazer diferença se houver tranquilidade e não desespero. Os problemas podem se tornar mais difíceis porque vamos deixando de resolvê-los. O tempo vai passando e ficamos de braços cruzados. Há de se esforçar para vencer a si mesmo porque a natureza humana teima em fazer o que é mais fácil, se esquece da disciplina e dos objetivos sólidos. Não se preocupa com o futuro. O fato é que há sempre uma porta aberta para as soluções. Tudo está no nosso interior. Nós precisamos despertar esta capacidade de decisão e de administrar conflitos.

 

Minha saudosa avó materna Adalgisa Garces tinha uma medida eficaz para tomar as decisões mais complexas. Durante três dias, ficava refletindo sobre a melhor forma de agir. Com isso, evitava a impulsividade, a ansiedade e a possibilidade de chegar a uma decisão precipitada e errônea. Era uma pessoa muito sábia. Tinha consciência de que até para decidir precisamos imitar a Divindade. Nada acontece por acaso, de uma hora para outra. É preciso um tempo para que haja a maturação, ou seja, para que a semente germine com tranquilidade.

 

A vida é uma eterna escola de superação de obstáculos, de desafios. A paciência é uma dádiva. A perseverança também faz parte do universo de toda a pessoa madura. Eu me refiro também ao modo cerebral de tomar decisões que o meu saudoso grande amigo e mestre João Mohana revelou à minha pessoa, ao longo de seus ensinamentos, na década de 1980, na época da JUAC: determinação e sabedoria no agir. Ser, acima de tudo, justo e também cerebral ao tomar as decisões.

 

As grandes pessoas que mudaram a história tiveram essas qualidades durante toda a vida. Portanto, como dizia João Mohana "sejamos mais cerebrais e menos emocionais”. 

 

Escrito por Rozalvo Barros Júnior

São Luís, dezembro, 2010

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16/12/2010
Ser bom não é ser ingênuo

Ser bom não é ser ingênuo. “Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas” (Mateus 10:16).

 

Maquiavel já mostrava que “o homem que tenta ser bom o tempo todo está fadado à ruína entre os vários outros que não são bons”. Ou melhor, fazer o bem, mas manter sempre a sagacidade, perceber o lado oculto das situações, manter sempre distância em relação às pessoas falsas, ou seja, o mistério, não se revelar totalmente, como bem pregava Baltazar Graciàn.

 

Os gestos podem ser um indício de que a pessoa está falando a verdade ou não e de que está ‘maquinando’ algo contra o seu semelhante. Sob o ponto de vista espiritual, tendo como base a Lei da Ação e Reação, quem semear o mal, cedo ou tarde, irá colher o que plantou. Da mesma forma, ocorre com o bem. Não há como fugir dessa lei porque Deus, que é perfeição absoluta, criou leis imutáveis. Nós é que desconhecemos tais leis, mas isso não implica, em nenhum momento, que, de fato, não existam e não façam parte da realidade.

 

A Vida concorre sempre para o Amor e para o Bem. Quem sair desse trilho, dessa linha perfeita, entrará, sem nenhuma dúvida, em desequilíbrio e desarmonia. Só que o Universo é harmonioso e todos os dias enaltece a sinfonia plena de Deus...  Portanto, busquemos, mesmo que lentamente, essa energia revigoradora de nossa alma: a maturidade.

 

Erra quem vê o mundo sem maldades, puro, ou seja, só bondade. Por isso, temos que nos proteger contra a selvageria do mundo com a sagacidade das serpentes e a simplicidade das pombas. A ingenuidade não permite que avancemos rumo à maturidade. Já a percepção do lado oculto das coisas nos leva a universos construtivos e altaneiros. Objetivo de toda a pessoa madura e serena. Agora, deixemos que a pessoa opte pelo bem ou pelo mal (escolha o caminho que quiser). Poderemos apenas auxiliá-la na escolha, que não é nossa. Cada um terá o julgamento de sua própria consciência, lado a lado consigo mesmo. Não há julgamento mais completo do que este. Neste ponto, Deus também revela a Sua justiça. Cada pessoa que pague pelos seus erros. 

 

A bondade deve ser almejada por todo ser humano, na Terra. Mas, nesta caminhada árdua, não nos enganemos com as pessoas, que são falhas e imperfeitas. Cabe a cada um de nós se proteger sempre contra as armadilhas do destino. Ou não será do próprio ser humano ainda ardiloso em suas atitudes?

 

Escrito por Rozalvo Barros Júnior

São Luís, dezembro, 2010

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14/12/2010
Como evitar que os nossos filhos se tornem imaturos?

Como evitar que os nossos filhos se tornem imaturos?  É o que mais observamos hoje no mundo. Adultos que não cresceram emocionalmente e vivem numa eterna dependência dos pais e da família. Um peso enorme para os familiares por causa de comportamentos imaturos e inconsequentes. Viver na casa dos pais por muito tempo, na idade adulta, não é o problema (pode ser até solução); o comportamento imaturo é que pode levar tudo a perder. Filhos que não ajudam no orçamento, que não lavam as louças, que não arrumam a cama, que não varrem a casa, enfim, que deixam tudo para os pais resolverem. São muitos acomodados e que vivem à sombra dos pais e que ainda exigem deles contrapartida financeira. Ou seja, não se preocupam verdadeiramente com os pais; só com o lado material.     

 

 

Culpa de quem? Talvez dos pais que não souberam dizer “não” aos filhos, no momento exato, já que não podemos ter tudo na vida. Há, sim, limites. E os pais devem mostrar, desde cedo, aos filhos como se comportar em sociedade, ou seja, respeitar o direito dos outros, etc. Soube da história, em outro estado, de ‘um homem que se comporta como se fosse ainda um adolescente, só que com mais de 40 anos de idade (não cresceu emocionalmente, apesar da idade)’, que, até pouco tempo, morava na casa dos pais, e que vive ainda levando sofrimento à família com suas atitudes impensadas e intempestivas. Sendo adulto, reitero: ainda se comporta como se fosse adolescente. E o que é pior: arrumou uma esposa completamente interesseira sob o ponto de vista financeiro e egoísta. Fico só sabendo das notícias de lá. Resultado: o lar completamente desajustado. Não poderia ser diferente. Os parentes dele já o alertaram, mas mesmo assim continua indiferente à situação. A vida não é só feita para os prazeres materiais, mas para as responsabilidades.   

 

 

A Psicologia trata das motivações inconscientes do ser humano. Quem, por exemplo, diz gostar dos pais e só quer explorá-los, será que não os tratará somente como uma fonte segura de dinheiro? Cadê o sentimento de amor aos pais, hein? Será que os pais têm obrigação de sustentarem os filhos que só conhecem a palavra exploração? Claro que o diálogo é importante em quaisquer situações. Mas a falta de uma firmeza dos pais no trato com os filhos pode colaborar, sem dúvida, para uma sociedade em desagregação e pautada na superficialidade. Mas, como em qualquer situação, o bom senso deverá prevalecer no ambiente familiar para expulsar a podridão e buscar a harmonia.  

 

Precisamos, de modo geral, refletir sobre a educação que estamos dando aos nossos filhos que não talvez não estejam tendo uma mentalidade adulta, apesar da idade, já que são eternos adolescentes que podem usar os pais como uma fonte financeira segura.

 

 

A educação começa em casa; a escola é um complemento muito importante. Os pais não podem esperar tanto da escola se, em casa, não há uma base educacional sólida, principalmente diálogo que falta muito hoje em dia. Os pais deixaram de conversar com os filhos. Ou não querem conversar para evitar problemas. Mas um problema maior surge: filhos completamente desequilibrados. Dizer sempre “sim” aos filhos, sem estabelecer os limites, não é a solução para que cresçam emocionalmente equilibrados. Quando se trata de família, dependência e amor não se combinam. A dependência emocional fragiliza o ser humano que não consegue caminhar com as suas próprias pernas e não se torna uma pessoa completa, serena, madura e equilibrada.

 

 

Desse modo, quantos problemas poderiam ser evitados se os pais ficassem atentos a essa problemática. Em resumo: os pais não podem fazer todas as vontades dos filhos. Para que haja harmonia, a educação deve começar na própria casa e não fora dela. A sociedade é um espelho de tudo isso.      

 

Escrito por Rozalvo Barros Júnior

São Luís, dezembro, 2010

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13/12/2010
Como fortalecer o ideal dos nossos filhos

Como fortalecer o ideal dos nossos filhos. Na trajetória da humanidade, a perseverança foi fundamental. As pessoas que fizeram diferença no mundo sempre passaram por dificuldades. Mas elas souberam canalizar a energia essencial contida nelas para alavancar as suas conquistas, os seus projetos, os seus sonhos.

 

Pedro Bloch analisa a atenção dos pais no que se refere aos filhos:“você e sua mulher trabalham. O que é preciso é que todo o tempo de que vocês possam dispor por mais limitado que seja, se traduza em carinho, ternura, amor, segurança e atenção para com seu filho. Não é questão de todo o tempo, mas do tempo disponível”.  

 

O grande escritor João Mohana sempre lembrou a importância do ideal para fortalecer a vontade dos jovens. No seu Livro “Liberte Seu Filho da Insegurança”, ele mostra que os pais têm responsabilidade em fazer com que os filhos percebam o seu potencial criativo e construtivo. Na realidade, os pais são o exemplo para os filhos. Por isso que os pais, antes de tudo, precisam não querer impor as suas vontades, mas, por meio do exemplo, mostrar como os filhos devem se comportar. Uma lição para toda a vida. Com o exemplo dos pais, os filhos, com certeza, irão manter a sua individualidade, mas terão um ensinamento valioso. A educação começa em casa e a escola sedimenta esse conhecimento.   

 

Pedro Bloch diz ainda que “uma criança desde cedo deve aprender a conviver. Brincar é sua profissão, sua tarefa, sua maneira de aprender a resolver problemas. Amiguinhos devem participar de seus jogos, de sua alegria. O filho único, hoje em dia, com a escola começando cedo, não é tão único assim. Deve-se dar à criança todas as oportunidades para desenvolver seu vocabulário, construir suas frases, crescer em compreensão e solidariedade”.   

 

Desse modo, nós somos responsáveis pela educação dos nossos filhos. Desde cedo, poderemos mostrar que o ideal leva a um lugar construtivo. Só assim poderemos evitar que tantos jovens cheguem a se perturbar no mar das dificuldades da vida. A família é a base e serve para que os filhos possam se alicerçar para administrar os inevitáveis conflitos presentes na existência. A sociedade é o espelho dessa desestruturação familiar que, em alguns casos, é responsável por muitos males hoje em dia. Nada melhor do que a força de um ideal para combater todos esses problemas. Aplica-se nessa situação o ditado: “Prevenir é melhor do que remediar”. 

Escrito por Rozalvo Barros Júnior

São Luís, dezembro, 2010

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