São Luís | Maranhão
 
   


Igor Sérgio
 

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Impressões de Juremir Machado sobre o Maranhão.
Decisão do TSE retirou comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN a pedido do Presidente Lula
O que está em jogo no Maranhão em 2010?
Jabor diz que o maranhense é vassalo, mas cadê a coragem pra falar dos suseranos?
DILMA ROUSSEF NA BERLINDA DA EDUCAÇÃO.
STF nega inclusão de Lula como réu
Nepoturismo Internacional (também) no Maranhão
O primeiro Sommelier Internacional do Maranhão
Um pouco mais sobre o comandante do Senado... (segunda parte)
Um pouco mais sobre o comandante do Senado...(primeira parte).
Um pouco mais sobre o comandante do Senado...(epílogo)
Feliz Fundo Soberano de natal e um próspero ano Pré-Sal novo.
Os efeitos da crise “beraba” e o “sifu” de Lula
O adeus de Jámenes Calado
STF determinou imediata quebra de sigilo de Edinho Lobão
Assistencialismo maranhense sem conselhos
Eu troco, tu falas, ele julga... com fidelidade?

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23/09/2010
Impressões de Juremir Machado sobre o Maranhão.

Caros amigos, Vale a pena saber o que se pensa sobre nosso Maranhão, ainda mais quando se trata de opinião formada de um intelectual renomado. Vejamos, pois.

 Igor.

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Sempre que posso, vou ao Maranhão. Estive lá na semana passada. É uma escola. Como se dizia antigamente, um apanhado do Brasil. A manchete de capa do jornal O Debate, de São Luís, no qual não há debate algum, estampava: Começa o tradicional festejo de Ribamar. Pensei logo nas eleições. A chamada complementava: Festejo deverá levar 300 mil fiéis a São José de Ribamar. Achei que o homem já tinha virado santo. Eu estava sob o impacto de ter passado novamente na ponte José Sarney, de ter visto a placa da Maternidade Marli Sarney e de ter contemplado a Fundação José Sarney. A reportagem falava de José como santo, justo e pai de Jesus. Cheguei a temer que esse Jesus fosse o guaraná do Maranhão. Mas esse foi comprado pela Coca-Cola. José de Ribamar é o padroeiro do Maranhão. A capital é pouco.

Tudo por lá é do José de Ribamar. A passeata (a romaria) parte da igreja Nossa Senhora do Perpétuo. Uau! Perpétuo Socorro. Ah, bom! Ou seria perpétuo, socorro? Sarney deve ser o único colunista do mundo cuja crônica ou artigo sai logo na capa do jornal. Quer dizer, do seu jornal, O Estado do Maranhão, que se chama carinhosamente de EstadoMaranhão. É tudo junto mesmo. O problema é que o Brasil está cada vez mais parecido com o Maranhão. O sertão vai virar mar. O Brasil vai virar um imenso Maranhão. Tenho dito.

Em Brasília, o lado Lulla do governo de Luiz Inácio voltou a se destacar. A Casa Civil trocou de nome por um tempo: passou a ser Casa da Mãe Guerra. Como sempre, ninguém sabia de coisa alguma. O Brasil é tão maranhense que a gente desconfia até das boas ações. Ou principalmente delas. De repente, a revista Veja e o jornal Folha de S. Paulo ficaram extremamente eficientes nas investigações. Não mais que de repente, o presidente da República virou Chávez e dispensou os formadores de opinião. Nós somos a opinião, disse Lulla. Lênin não teria ido tão longe. É que os russos nunca foram bons em bravata. Zé é o padroeiro do Maranhão. Lulla, o padroeiro do Brasil. Padroeiros andam de mãos dadas. Ambos são perpétuos.

E estão cheios de fiéis. Zé Ribamar passa votos para a filha. Lulla passa votos para a protegida. E o povo? O povo vai atrás. A pé. São todos devotos. Que dão votos. O problema do Serra é que ele não é padroeiro de ninguém. Não consegue ser Zé. A Veja e a Folha já não aguentam trabalhar para ele em vão. A meta (opa!) da Dilma é acelerar o tempo. Ou a Casa Civil vai dar o troco. Tem? Troco, não. Só dinheiro grande. Os petistas querem trocar é de assunto. Não dá. Sempre tem mais.

No Maranhão, Dilma está com 75% nas pesquisas. Serra tem 12%. Só com mais uns 15 escândalos para virar o jogo. No Maranhão, quem não é do Bolsa-Família é da família. Sarney. Política é assim, quem não tem cão caça com gato. No Maranhão, todos os cães e gatos são da família. Aprendi muito por lá. Voltei a tempo de ver o Brasil mudar. Afinal, como diz a propaganda da Roseana Sarney, o Maranhão não pode parar. Nem o Brasil. Se parar, pegam. O negócio é correr. Na frente do prejuízo. Perpetuamente.

Juremir Machado da Silva Correio do Povo – Porto Alegre/RS

(Juremir Machado, escritor e jornalista, professor e colunista do diário portoalegrense Correio do Povo).

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13/09/2010
Decisão do TSE retirou comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN a pedido do Presidente Lula

Repercussão nacional: A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente Lula até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa e de expressão,configurando-se, portanto, um ato de censura.

Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo Presidente (Dora Kramer, Estadão de Domingo) Vejamos, portanto, o polêmico comentário censurado: A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE Texto de Arnaldo Jabor O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,explicáveis demais.

Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira! Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada.

Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos. Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder.

Este governo é psicopata! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de povo, consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações falsas, sua condição de cúmplice e Comandante em vítima. E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso? Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.

Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.

Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito... Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me: Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê? A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios.

A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio,tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo. A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.

Nos últimos anos, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política. Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino. E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de gafe. Lulo-Petistas clamam: Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos? Sempre que a verdade eclode, reagem.

Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de finesse do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando... (veja também a tentativa de censura em @rosengana) Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.

Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em a favor do povo e contra, recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.

Teremos o sim e o não, teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois. Alguns otimistas dizem: Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades! A solução é não votar no PT, nem na Dilma, nem em qualquer político que já esteja no cargo, renovação já.

Arnaldo Jabor

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Então, pelo princípio da simetria (de grande valia pra quem fez a prova do MPU neste fim de semana) conjugado com o princípio da isonomia, os iguais votam nos iguais e os desiguais votam nos desiguais. Em quem você vai votar?

Igor S.L. Oliveira

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08/09/2010
O que está em jogo no Maranhão em 2010?

Vale a pena ler o manifesto de um respeitado professor universitário:
 
"Vivemos os momentos decisivos da mais longa campanha política do Maranhão, a qual foi iniciada, na prática, com o “golpe judiciário” de abril de 2009, que instaurou o governo ilegítimo de Roseana Sarney.
Temos destacado em nossas análises que, do ponto de vista democrático, a questão crucial da política estadual é o enfrentamento da mais velha (e hoje, única) oligarquia do Brasil. Nefasta oligarquia cuja manutenção no poder sempre esteve atrelada a alguns fatores primordiais:
 
1. a relação parasitária com o governo federal, primeiro com a ditadura militar, ontem com FHC e o PSDB, hoje com Lula, o PT e Dilma.
 
2. o abuso de poder político e econômico, expresso no uso da máquina pública, no clientelismo, na compra de votos, na cooptação política (hoje, de setores do PT), na fraude, em manobras junto à justiça eleitoral, na manipulação de pesquisas [sobre os mistérios da pesquisa IBOPE desde 2006:http://u.nu/8q64f ].
 
3. o abuso de poder da mídia e da propaganda, para vender, a cada eleição, a promessa nunca cumprida de desenvolvimento social, enquanto sustenta um modelo econômico excludente, concentrador de renda e responsável pelos piores indicadores sociais do país.
Em 1970, por exemplo, a oligarquia prometia um “milagre do Maranhão”, com a descoberta de petróleo em Barreirinhas, hoje (quarenta anos depois) são as promessas do gás e da refinaria em Capinzal e Bacabeira.
Do ponto de vistas das oposições, existem duas candidaturas competitivas (Jackson Lago e Flávio Dino), as quais, para se estabelecer como reais alternativas, necessitam dar resposta a três ordens de questões: 1. a defesa da RENOVAÇÃO na política, a começar pela alternância no poder, com a transformação dos costumes políticos e a afirmação da ÉTICA e da CIDADANIA. 2. o efetivo confronto com a família/máfia Sarney, numa postura anti-oligárquica que aponte para a democratização da política, com participação popular e dos movimentos sociais. 3. a proposta de um novo modelo de desenvolvimento, que amplie as melhorias sociais dos últimos anos (ação do governo federal) e promova a inclusão social, através de programas de geração de emprego e renda, com o apoio à agricultura familiar, à habitação popular e outras atividades.
 
Portanto, num cenário em que se desenha a realização de um 2º turno, a população maranhense será convocada às urnas em 03 de outubro (no 1º turno) para decidir em torno de duas linhas políticas (mas também de projetos econômico-sociais): 1. se vai votar pela RENOVAÇÃO política e a ALTERNÂNCIA no poder, ou se pela CONTINUIDADE da oligarquia e seu trem do atraso? 2. qual dos candidatos da oposição (Flávio Dino ou Jackson Lago), melhor representa os anseios de MUDANÇA (ética, política e econômica), bem como, por outro lado, reúne as condições para derrotar a oligarquia Sarney no 2º turno? Candidatos que devem ter, ainda, capacidade de estar unidos nesse mesmo 2º turno.
 
Dessas decisões/definições depende o futuro da população maranhense nos próximos anos. Alea jacta est (a sorte está lançada)! E fica a pergunta: qual papel você pretende exercer nesse processo?"
 
Texto de: * Wagner Cabral – Historiador e Professor da UFMA.

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04/08/2010
Jabor diz que o maranhense é vassalo, mas cadê a coragem pra falar dos suseranos?

A semana tem sido pródiga em mostrar ao Brasil a coragem dos grandes ícones da nossa direita mais reaça. Depois do Diogo Mainardi anunciar que vai embora do Brasil, com medo de ser preso, agora foi o Arnaldo Jabor que comparou o Afeganistão ao Maranhão, mas, coitado, não conseguiu se lembrar do nome da família que domina o estado há mais de 40 anos.

Vale dizer que o supracitado é um cineasta fracassado, escritor mediano (bem ao gosto do senso comum ilustrado) e comentarista televisivo celebrado por muita gente, especialmente da direitona que adoraria ver os milicos ocupando as ruas novamente.

Em sua coluna do Jornal da Globo (na terça, 27/7 — no site está nos vídeos do dia 28/7), o telejornal do fim da noite, Jabor falou sobre os donos do Maranhão que vivem do Brasil para sustentar seu patrimônio.

Disse também que o estado brasileiro e o país asiático são territórios devastados por séculos de atraso, dificílimos de civilizar. Nenhuma das duas regiões é democrática. São divididas em feudos ou tribos. Lá e cá o poder não serve à sociedade. A sociedade é que serve ao poder, prosseguiu um dos muitos candidatos que tentou encarnar, sem sucesso, o novo Paulo Francis. A propósito de criticar — com razão [em parte, pois a este pretexto, o povo maranhense não deve ser achincalhado de terrorista afegão ou vassalo - grifo nosso] — a decisão esdrúxula do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) de não reconhecer a validade da Lei da Ficha Limpa, desacatando orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), inclusive, Jabor mira firme no alvo, mas não puxa o gatilho: — Lá os ficha-sujas mandam. Aqui também. Ambos países ocultam criminosos. Lá, o Bin Laden. Aqui… (nesse momento, Jabor se cala, abre os braços e faz cara de contrariado, como quem tem vontade de dizer algo, mas não pode).

Jabor nunca teve pudor de associar ao crime e ao autoritarismo o PT, o MST e outros atores da esquerda. E já defendeu abertamente o impeachment de Lula. Curiosamente, não teve memória (ou coragem ou independência?) suficiente para lembrar de citar o nome da família Sarney nesse comentário tão duro. Seria receio de processo judicial? Censura dos seus patrões globais (sócios do Sarney, que é dono da afiliada da TV Globo no Maranhão, a TV Mirante — palavra que é anagrama de “mentira”)? Ou ele vai se agarrar à conveniente tese do “ao bom entendedor, meia palavra basta”, caso seja questionado por esse “lapso” de memória?

Como lembrou o Tarcisio, Jabor também poderia listar outros elementos na sua comparação: - No Afeganistão, os talibãs cultuam a barba. No Maranhão, a família Sarney e seus asseclas cultuam El Bigodón. - No Afeganistão, (diz-se) os talibãs comandaram a derrubada das Torres Gêmeas. No Maranhão, a família Sarney comandou a derrubada da democracia, com a cassação do governador eleito (Jackson Lago) e a imposição da governadora biônica, colocada no Palácio dos Leões graças ao voto de quatro juízes. Cão que ladra, mas não morde, dirão alguns sobre o comentarista do Jornal da Globo, também chamado de Jaborto ou Jabobo da corte.

O certo é que El Bigodón, Roseana e o resto da sarneyzada devem ter dado boas risadas assistindo ao vídeo. Jamais terei 1% de visibilidade do Jabor, mas espero nunca ter que sofrer a humilhação de chegar perto dos 70 anos e ter que engolir uma censura do meu chefe ou, pior, me autocensurar. Questão de bom $en$o, dirá o Jabor? Alguém tem outra sugestão ou ideia sobre o motivo do Jabor ter esquecido de citar a família Sarney? Deixe nos comentários.

Um detalhe que chama a atenção é que além de não criticar a família Sarney, Jabor também não critica o MP ou a matéria discutida pelo TRE/MA. Mas uma coisa ele fez, chamou todos os maranhenses de vassalos, que vivem em terra sem lei, que servem ao Poder (sic). Agora quando o maranhense chegar a SP ou ao RJ, não será mais paraíba, agora é Talibão, com bigode ou não...

Fonte http://brasiliamaranhao.wordpress.com

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21/07/2010
DILMA ROUSSEF NA BERLINDA DA EDUCAÇÃO.

A TV Brasil inicia daqui a pouco, no Programa 3 a 1, uma série de entrevistas com os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff, do PT, José Serra, do PSDB, e Marina Silva, do PV. Dilma optou pela gravação no estúdio de Brasília (SCRN 702/2 bloco B), às 18h. Por que será?

O compromisso firmado na entrevista para a Rádio CBN foi bem distante da política atual do governo Lula, considerando, principalmente a questão da qualidade dos gastos públicos. Contudo, foi notório que a pauta de seu discurso versou sobre o aumento da eficiência do Estado brasileiro.

De eficácia entende-se a força, potência. Da eficiência, temos o resultado. Curioso é aferir que, em um primeiro juízo, nota-se que o discurso da candidata inclina-se para uma satisfação com as políticas formuladoras e implementadoras, faltando apenas um critério (?) avaliador, de modo a concretizar a eficiência nacional. Interessante seria ouvir da candidata qual o seu entendimento sobre a articulação das políticas públicas de transferência de renda no Brasil, principalmente, considerando-se o fato dela ser a candidata lulista, por exemplo, quando a candidata tocou no tema da educação, mencionou sobre a qualificação dos professores, considerado por Dilma o principal fator de melhoria da educação. Data venia, infeliz colocação da candidata, de contorno, tão somente, apelativo, na medida em que é cristalina a deficiência da implementação das políticas nacionais de educação.

O contingente de professores já qualificados não justifica as diretrizes nacionais de educação que condicionam a qualidade do ensino à compulsoriedade da frequência escolar. A articulação de transferência monetária com a obrigação de freqüência à escola por parte de crianças e adolescentes (7 a 14 anos), não é suficiente para alterar o quadro educacional das futuras gerações, e, por conseguinte, alterar a pobreza.

Não basta que o aluno esteja matriculado e freqüentando a escola, com ou sem professor de qualificação suficiente. Necessário se faz que as políticas de educação sejam desenvolvidas com ações complementares bastantes às suas necessidades básicas, como o encaminhamento a postos de saúde, creche, programas de capacitação ou intermediação de trabalho.

É de suma importância a implementação da descentralização das políticas sociais (medida prevista pelo constituinte desde 1988) orientados por uma Política Nacional que articule todos os entes federados e a sociedade segundo uma orientação complementar, dando suporte financeiro às políticas públicas locais na definição e adaptação de critérios de desenvolvimento e controle conforme suas respectivas realidades.

Ou então fingimos que ensinamos, e os alunos... ué eles não deviam estar na escola para fingir que aprendem? Onde eles estão?

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