São Luís | Maranhão
 
   


José Raimundo
 

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Já estamos no novo site
Os arremessos fecais da plebe
A Líbia Equinocial
Os pecadilhos de "Santo Alencar"
Os batráquios e o bípede
Os crioulos do samba doido
A grande patuscada carnavalesca
Castelo dança e o povo “dança” José Raimundo Gonçalves
Brasil 51: o país da cachaça
Castelo: o saudosista da Ditadura
Senil ou incapaz?
As enxurradas da egolatria genocida
A lavagem do futebol geriátrico
A desigualdade racial
O pote e o mel
Entre “paulistas” e “nordestinos”
Olé Mazembe!
José de Ribamar Sousa do Reis
Aérea Dilma
A isonomia churda

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02/06/2011
Já estamos no novo site

Aos leitores: Já estamos atualizando no novo blog, no reformulado Portal de Notícias do Gazeta da Ilha, GI Portal.

AQUI, direto no novo blog e AQUI o novo GI Portal.

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14/05/2011
Os arremessos fecais da plebe

Somente agora, passado o fedor dos arremessos plebeus no Teatro Artur Azevedo é que nos referimos ao assunto que dominou, alguns dias, a hipocrisia dos reclamos noticiosos, jornalísticos e os esganiçamentos de vozes outras, que já deveriam ter-se acostumado com a fétida convivência.

Hipocrisia, repetimos, porque nenhuma voz se levantou-talvez a nossa tenha sido a única – contra a constatação pública do ex que nunca foi mas insiste em ser, o sr.Luis Inácio da Silva, também conhecido como Lula, quando, após um lauto almoço leonino, generosos drinques e baforadas cubanas, tudo pago por nós (é bom que se repita) ao visitar os inacabados apartamentos do PAC, contida na frase tonitroante: “São Luís é uma cidade afundada na merda”, tão diplomática quanto a cessão de passaportes oficiais para alguns dos seus.

Como quem cala consente e admite, de há muito convivemos com excrementos fecais, e não há porque estranhar um ato que simplesmente materializa a frase gestorial.

Possivelmente, algum ardoroso “companheiro”, zeloso de homenagear o patrão abriu a latrina da própria cabeça, de lá retirou o material que lhe compõe o cérebro e lançou-o sem pestanejar na plateia abaixo.

Tudo bem! Merdas piores e mais fedorentas já nos foram empurradas goela abaixo, e continuam sendo, só que a passividade dos brasileiros sempreesquece de puxar a cordinha da descarga. Botocudos, diria o saudoso Chatô!...

Outros mais afoitos já questionam, inclusive, a possibilidade do ato ter sido uma “homenagem” à atual administração do Teatro Artur Azevedo e ao espetáculo então na ribalta.

Pura maldade! O oficialato cultural ainda vai descobrir que tudo não passou de grotesca encenação de um desses “artistas da terra”, com dor de cotovêlo, e que ainda não se convenceu que “santo de casa não obra milagres”.

- Papelhigiênico e desinfetante, por favor! Rápido!...

Cena final. Cai o pano.

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16/04/2011
A Líbia Equinocial

Qualquer correspondente jornalístico incumbido de fazer cobertura dos conflitos na Líbia e que sofresse durante o voo uma “aeromaria”, como a calmaria do Cabral e viesse dar com os costados em São Luís do Maranhão, julgar-se-ia em seu destino. E com muita razão, porque A LÍBIA É AQUÍ!

Logo no desembarque, ao olhar o estado escombroso do aeroporto internacional Hugo Cunha Machado, julgá-lo-ia, com razão, vítima dos bombardeios de puxa sacos, rebeldes ou intrometidos, desses que fomentam guerras – segundo eles – o alcance da paz, de olho no petróleo dos outros.

Deslocando-se a pé ou de táxi pela avenida Guajajáras, teria a nítida impressão de haverem acontecido ali, recentemente, ataques de granada, morteiros e outras belicosidades, tamanha a profusão de crateras no solo.

E se – temeridade das temeridades – enveredasse pelas transversais do bairro São Cristóvão, deparar-se-ia com um cenário pior do que o da atualidade líbia, porque mais idêntico ao das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, após as explosões atômicas da segunda guerra mundial.

E o descaso das autoridades locais é digno dos piores regimes de exceção das ditaduras. Manda quem pode e obedece quem tem ou não tem juízo, que os “deuses do olimpo” não aceitem retruques.
Semanas atrás, o secretário municipal Clodomir Paz foi convidado para audiência pública no plenário da Câmara Municipal, que, como dizem os então candidatos, é a “Casa do Povo”.

Na hora das inquirições, o povo que lotava as galerias e que é prejudicadopela ineficácia administrativa do convidado tentou se manifestar mas foi impedido abruptamente pela presidência da Casa, sob argumentação de que se tratava de uma audiência privada, levando muita gente a se perguntar por que se era “privada”, fora anunciada publicamente e não se efetuara no gabinete presidencial e sim no plenário que, presume-se, seja destinado ao público.

Com a tomada da providencial, para o convidado, atitude, o povo emudeceu como sempre, o secretário respondeu “tecnicamente” as perguntas formuladas pelos legisladores e ficou o seis por meia dúzia.

Convém assinalar, porém, por um dever de justiça, dois fatos mais que relevantes: a Câmara Municipal de São Luís ficará notabilizada por haver feito, pela primeira vez na história dos parlamentos, uma audiência privada em plenário aberto; já o secretário Clodomir Paz será sempre lembrado por estar cumprindo fielmente as promessas, feitas na ocasião, de dobrar os esforços para uma gestão mais proveitosa à frente da Secretaria que dirige: não fazia nada, e agora, nada mais nada.

Dobrou! E não adiantam pedidos das comunidades, reclamações em órgãos de comunicação ou protestos públicos ( estes sempre reprimidos com violência policial) que os ouvidos estão moucos. O legislativo emudece e o Ministério Público precisa “ser provocado”.

Ainda mais?...

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08/04/2011
Os pecadilhos de "Santo Alencar"

Que mania tem esses mandatários de nos impor heróis de todos os matizes! Do tartaruguento Barrichello, que nunca venceu um campeonato mundial, embora seja o mais longevo piloto em atividade, ao descontrolado Adriano, tudo vale! Agora, com a morte de Alencar, a claque milionária da propaganda governamental paga por nós, pretende elevá-lo, com o aval planaltino, às glórias celestiais, e, se duvidarem, acabarão trocando a extradição do criminoso italiano que se ceva em nosso país pela canonização do ex-vice.

Duvidam?

Mas nós, que sabemos ler e escrever precariamente, não temos favorecimento político de ninguém que nos ate a determinadas baboseiras, somos contra.

E vejamos porque: afinal de contas, qual foi a contribuição efetiva do falecido para o povo brasileiro, a não ser esbravejar contra as sandices do patrão e depois ser conivente com elas? Pior de tudo, é que os editorialistas vermelhos ainda usavamisso para alardear possíveis rasgos de “generosidade democrata” presidencial, que não discutia, mas não avaliava e fazia exatamente o contrário. A bem de verdade chegamos até a acreditar em um possível jogo de cena, em vista do manjado Gran Finale (para eles).

É que ninguém, inabalavelmente decidido, concorda ou fica perto daquilo que não lhe é pertinente, por sentir-se incomodado.

Os dois Chico são exemplos disso: o de Assis abandonou a família, o fausto e tudo que este lhe poderia trazer para viver monasticamente, já que assim era sua interinidade; o outro, de Uberaba, mudou-se da casa da família por achar que era incômodo aos seus, que nunca concordaram com seus rasgos generosos ou com a presença daqueles que o procuravam no domicilio.

Quem fica está concorde! Politicamente, portanto, nada de nomeada. Já no campo de heroísmo contra a morte, este assume contornos mais diluíveis, porque todo o ser humano, desde sua concepção, luta para não morrer. Daí os pré-natal, os cuidados com a gestante e outras coisas.

Quando nascemos, os vários e preventivos testes; mais tarde os inevitáveis remédios contra lombrigas, contra tosse, e por aí vai. É a luta de todos! Só que muitos não exercem cargos de comando, não tem a grana alheia à disposição para pagar hospitais caros, médicos especialistas e nem dão ibope para noticiosos ou “companheiros” desumanos, que disso fazem campanha eleitoreira.

Agora, heroico mesmo foi o feito do falecido em ficar encostado com o seca-pimenteira e, mesmo doente, haver resistido. Isso sim, é heroísmo!

E, para completar a ridicularia funérea, os balbucios, coincidentemente televisivos, e segundo alguns, de possibilidade temulênte, pranteadores daquele a quem o ex, que insiste em ficar, chamou de meu “irmão”; como saideira, no dia seguinte, lá se vem o Zé Dirceu (logo quem) declarar que finado era para ele como um verdadeiro “pai”. Êta “família”! Rezaremos por você, Zé Alencar!...

Ainda bem que o corpo foi cremado: sofreria certamente convulsões tumulares pela inesperada e incomodativa “parentela”!...

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26/03/2011
Os batráquios e o bípede

Quarta feira desta semana, dia 23, o amigo Antonio Marão, amigo desses singulares, com quem a gente ganha horas de bom papo em vista da prolixidade de conhecimentos, educação refinada, colocação correta dos termos, coisas em desuso, exceção quando deveria ser regra, emprestou-me dois livros – BANZO E CRÔNICAS – do maranhense universal Coelho Neto, o primeiro editado em Portugal, na cidade de Porto, em 1912 e o segundo em São Paulo, no ano de 1923. Duas relíquias, como se vê, pelo autor e pela imotalidade da obra.

Para quem não sabe quem foi Coelho Neto, e bota quem não sabe nisso a julgar pelo descaso com que o tratam principalmente os conterrâneos, o autor caxiense, filho de comerciante português com índia civilizada, nasceu em 21 de fevereiro de 1864 e faleceu no Rio de Janeiro em 28 de novembro de 1934 na rua que hoje tem seu nome.

Nesse ínterim, construiu um das mais brilhantes carreiras intelecutais do país a do mundo, sendo autor de mais de uma centena de obras, em todos os gêneros literários (poesia, prosa, conto, cronica, teatro, crítica, traduções, etc) sendo, além disso, um dos mais aplaudidos palestrantes que tivemos, respeitado em todo o mundo.

Disse dele a crítica européia que “a obra de Coelho Neto, por sí só vale uma literatura.” Ocupou os mais destacados cargos publicos de sua época, foi polemista do mais elevado quilate, e, embora auto-didata (sem o hoje imprescindível mas desimportante canudo universitário) representou o Brasil em várias missões diplomáticas com invulgar brilhantismo. Ocupou a cadeira nº 02 da Academia Brasileira de Letras, pratroneada pelo poeta Álvares de Azevedo.

Sua extensa obra foi traduzida em onze idiomas, tornando-o conhecido mais mundialmente que em seu torrão natal. Prova disso é que hoje seus livros são encontrados apenas nos “sêbos”, não fazendo parte do editorialismo atual, onde quase nada de bom existe para o aprendizado pela leitura, fruto de uma política que insiste em deseducar para eternizar-se no poder.

Mas é isso mesmo: em tempos de Adriano, Pelé é onipresente; os acordes suaves de Strauss passam ao largo das ouças do axé; a voz dos que cantam (ou cantavam) com a garganta, não consegue penetrar nos ouvidos acomodados com as flautulências dos saracoteantes quadris de silicone; os gols de bicicleta são invisíveis aos que se acostumaram a ver “bicudos” sem arte; e, para completar, a beleza da mulher, sem retoques, ficou mais indigente do que está, com a morte de Elizabeth Taylor, depois de Sophia Loren, em nosso masculino entendimento, a mais bela do mundo. Bom para os anjos que a verão de perto!

Triste, mas conclusivo: em terra de batáquios, os bípedes são tratados desdenhosamente. Talvez por estarem acima! Coisa de raposas e de uvas ...

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